Para quem já ouviu um pai orgulhoso dizer do filho:
"esse menino é fera, tem o meu sangue correndo nas veias";
ou alguém dizendo:
"aquela moça não serve para você, ela tem sangue azul, chiqueza da cabeça aos pés",
"aquele menino é sangue bom!";
pode notar o apreço que as pessoas criam pelo sangue do nosso corpo, como se ele justificasse as nossas essências morais, éticas e culturais.
Sim, o sangue é importante, e pode nos caracterizar muito, mas biologicamente falando!
O tecido sanguínio é composto por vários tipos celulares e substâncias que conferem a sua principal função: manutenção da vida. Sem o sangue, dificilmente teríamos um organismo tão complexo, formado por um conjunto de sistemas e órgãos importantes. O sangue é vital. É ele que proporciona as trocas gasosas das células dos diversos tecidos irrigado por vasos sanguínios, e os supre com substâncias que realizam a sua manutenção, como por exemplo, o transporte de proteínas, enzimas, gorduras, hormônios, água e sais. Além disso, o sangue é o nosso protetor contra agentes externos e infecciosos (vírus, bactérias e fungos), com a atuação dos glóbulos brancos. Quando nos cortarmos, as plaquetas entram em ação: o sangue coagula na região para estancar o ferimento e evitar uma hemorragia.
E como dito anteriormente, o sangue pode sim dizer muito sobre a pessoa. Quando fazemos um exame de sangue, ao observar a contagem de células sanguineas, como por exemplo, os eritrócitos (células vermelhas, hemácias), podemos inferir se uma pessoa está ou não anêmica, e ao contar os leucócitos (góbulos brancos, células de defesa do organismo), podemos identificar se o indivíduo está ou não com algum tipo de infecção.
A figura acima mostra as hemácias pequenas e avermelhadas, e em contraste os tipos de leucócitos.
É preciso nos conhecer à fundo, saber qual grupo sanguíneo nós pertencemos. Em situações de acidentes graves, qual seja necessária uma transfusão sanguínea, se não soubermos o nosso tipo sanguíneo, os procedimentos de pronto atendimento são menos àgeis, devido ao teste que terá de ser feito antes de iniciar qualquer transfusão, por mínima que seja.
A figura acima representa os quatro grupos sanguíneos.
Já que o sangue é tão importante para a nossa vida, e sem ele não vivemos, não custa nada doar um pouco do que temos para aqueles que necessitam devido à condição clínica ou por envolvimento em acidente grave. Não somos lesados de maneira alguma ao doar sangue, muito pelo contrário, só temos à ganhar por fazer o bem ao próximo, doando um pouco de vida.
O desenvolvimento embrionário começou a ser estudado pelos povos primitivos há mais de três mil anos. No século IV a.C. o filósofo grego Aristóteles pincelou, a partir de observações, algumas ideias sobre a formação do embrião humano. Atualmente, as concepções de formação e desenvolvimento humano são repletas de impressionantes detalhes, desde a interação entre espermatozoide e ovócito na fecundação até os complexos movimentos responsáveis pela formação dos órgãos e tecidos do organismo. A sequência didática “Ser humano – Origem e desenvolvimento” trata dos principais eventos na formação de um indivíduo, trazendo para discussão temas como sistema reprodutor, ciclo reprodutivo, fecundação e o desenvolvimento do embrião humano até a formação do feto e seu nascimento. Desenvolvimento pelo qual todos nós passamos, e que é fundamental para o estabelecimento de indivíduos capazes de se reproduzir dando sequência à existência da espécie humana.
Fotos da Sequência Didática, Alunos do 1º Ano do Ensino médio.
O processo de seleção natural originário das teses evolutivas de Charles Darwin é adotado pelos cientistas como a teoria mais viável na justificação da capacidade que determinados seres vivos possuem de sobreviverem ao longo do tempo, em detrimento de outros, e da sua aptidão para se converterem em múltiplas variedades de espécies. Todo este mecanismo está comprovado por meio de evidências fósseis.
Segundo Darwin, a seleção natural ocorre através da conformação de certas propriedades benéficas ao contexto ambiental, as quais são legadas hereditariamente para os sucessores dos seres vivos. Desta forma, estas características favoráveis configuram paradigmas que se fortalecem no seio dos entes vivos. Por sua vez os traços não propícios vão rareando até desaparecerem, pois não são mais transmitidos para a posteridade. Este é o procedimento elementar da teoria evolutiva.
Assim, os seres com fenótipos bons – elementos orgânicos que podem ser examinados, como as formas da matéria, seu crescimento, características bioquímicas, fisiológicas e comportamentais – apresentam maior dom para resistir às intempéries e se multiplicar do que os que portam fenótipos desfavoráveis. No desfecho deste enredo este mecanismo pode revelar a aptidão de certas entidades ao meio ambiente, as quais serão localizadas em recantos ecológicos específicos.
As modificações realizadas com sucesso revigoram a perpetuação vital dos seres nos quais elas são implementadas, capacitando-os a reproduzir-se e, assim, a transmitir estas mutações aos entes vindouros, os quais, evolutivamente, podem vir a constituir novos espécimes.
Sempre focando na configuração de novos elementos e no seu legado hereditário, a seleção natural não faz diferença entre seleção ecológica, realizada pelo meio, e seleção sexual, empreendida pela reprodução das espécies, pois cada atributo do ser pode estar presente ao mesmo tempo nestas duas categorias. Uma variedade determinada, por exemplo, além de tornar o ser mais capaz de resistir aos desafios naturais, é herdada pelos sucessores, que terão mais condições de se perpetuar do que os que apresentam mutações não condizentes com o mecanismo de adaptação ao ambiente.
Um caso tradicional de seleção natural é o que ocorreu com as mariposas portadoras de pigmentos enegrecidos depois de meados do século XIX. Com a intensificação do crescimento das indústrias, houve uma ampliação do envio de substâncias poluentes para a atmosfera, e o consequente depósito de fuligem nas plantas. Assim, os insetos desta espécie, que antes predominavam na cor branca acinzentada, foram, aos poucos, substituídos pelos de coloração mais escura, pois estes eram confundidos com o caule dos arbustos, da mesma cor. Resultado: estas mariposas eram vistas mais raramente pelas aves, naturais adversárias destes espécimes, portanto passaram a transcender as mais claras, sobrevivendo e transmitindo este atributo aos seus herdeiros
As armas biológicas são usadas a muito mais
tempo do que imaginamos, no séculoXIV
no cerco de Kaffa (atualmente Ucrânia), a força tártara atacante sofreu
uma epidemia de Peste. Os tártaros converteram seu infortúnio em uma
oportunidade de catapultar os cadáveres para dentro dos muros da cidade. A
epidemia que se seguiu resultou na derrota das forças que defendiam a cidade.
Navios carregando refugiados contaminados pela Peste (e possivelmente ratos)
zarparam para Constantinopla, Gênova, Veneza, e outros portos do Mediterrâneo e
provavelmente foram responsáveis pela segunda pandemia de Peste.No século XVIII durante a guerra
franco-indígena, Sir Jeffrey Amherst, comandante das forças britânicas na
América do Norte, sugeriu o uso deliberado da varíola para reduzir as tribos
americanas hostis aos britânicos. Em 24 de junho de 1763, o capitão Ecuyer, um
dos subordinados de Amherst, deu objetos contaminados provenientes do hospital
de varíola aos nativos americanos e anotou em seu diário, "Espero que isso
tenha o efeito apropriado". Tal ação foi seguida por uma epidemia de
varíola entre as tribos indígenas do Vale do rio Ohio, apesar de outros
contatos entre colonos e os nativos possam ter contribuído para estas
ocorrências.
Visto que as armas biológicas tem sua origem
a muito tempo, podemos nos perguntar se elas são verdadeiramente destrutivas ou não e do que elas são feitas.
Enfim as armas biológicas são as mais temidas na
atualidade, pois são capazes de devastar várias sociedades contaminando a água,
o ar, a terra e os alimentos. São feitas a partir de toxinas, bactérias, vírus
ou outros microrganismos que são fabricados em laboratório e prejudicam a saúde
do homem. As bactérias e os vírus são agentes infectantes que causam uma gama
de doenças ao ser humano. No contexto histórico em que vivemos a política dos
EUA de guerra contra o terror levantou algumas questões que antes não eram
relevantes, como a utilização de armas biológicas e sua consequência na
população. Além disso, temos os quadros recentes de epidemias, como a do vírus
H1N1, que de tempos em tempos assola a população.
È importante citarmos que as armas biológicas
estão totalmente presentes no contexto em que vivemos atualmente existem laboratórios produtores de
armas biológicas espalhados pelo Iraque, Irã, Síria, Líbia, Índia, Paquistão,
China, Estados Unidos, Rússia, Coréia do Norte e Afeganistão. As armas
biológicas mais fabricadas são feitas a partir do Anthrax, Botulismo, Varíola e
Ebola, pois são baratos, de fácil transporte e de grande potência devastadora,
em pouca quantidade destrói grandes territórios. E devemos estar atentos aos
possíveis sintomas que a maioria das armas biológicas podem causar.Ao serem inalados, ingeridos ou terem acesso por meio das vias cutâneas conseguem
agir rapidamente no organismo tornando-se extremamente letais. Inicialmente os
indivíduos sentem os mesmos sintomas da gripe, porém após um rápido tempo
começam a sentir dores pelo corpo, irritação da garganta, tosse, catarro e
manchas sobre a pele.
Dom Pedro II foi o segundo e último monarca do Império do Brasil, tendo governado durante 58 anos. Nesse período histórico ainda era muito evidente a presença de nobres em nossas terras, mas o que é um nobre? Nobres eram aqueles que recebiam grandes extensões de terras dos monarcas além de um título, denominado título de nobreza (rei, príncipe, grão-duque, duque, marquês, conde, visconde, barão, comendador, senhor, entre outras), e esse título podia ser passado de geração em geração, e é a partir dessa característica que surge umas das expressões mais conhecidas no mundo: “Eu nasci com sangue azul, tenho sangue nobre!”, mas será que isso realmente é verdade?
Nós seres humanos possuímos certas características que muitas vezes são únicas de nossa espécie, já outras estão presentes em um grupo restrito de seres (por exemplos no grupo dos mamíferos, que engloba a nossa espécie o Homo sapiens) e uma dessas características é a presença de um tecido, denominado de tecido sanguíneo. Esse tecido tem como diferencial a presença de um líquido, chamado de plasma, que contém dois tipos básicos de células: os glóbulos brancos e os glóbulos vermelhos. Os primeiros são os responsáveis pela defesa de nosso corpo, já os glóbulos vermelhos são os responsáveis por carregarem o gás O2 e o CO2 pelo nosso corpo. Essa célula consegue exercer essa função graças a presença de um pigmento denominado hemoglobina, que está em seu citosol, que possui o elemento químico ferro (Fe) em sua composição, e é este elemento químico que dá a coloração avermelhada típica do sangue de todos os seres humanos! Então os nobres não são seres especiais que possuem sangue azul, eles são como nós, pessoas com sangue vermelho. Mas isso não exclui a possibilidade de que outros seres vivos possam ter o sangue dessa cor. Alguns invertebrados como insetos, crustáceos e moluscos possuem no lugar da hemoglobina o pigmento hemocianina, que possui em sua composição o elemento químico cobre (Cu), de coloração azulada, assim esses são os verdadeiros nobres, os nobres da natureza!
Aprofundando mais o diálogo sobre reprodução, hoje o post será direcionado ao tipo de reprodução sexuada.
Mas primeiro, vamos fazer uma reflexão com base no que foi dialogado até então.
Nós vimos que o primeiro mecanismo de reprodução em nosso planeta foi o assexuado, onde microorganismos compreendiam formas variadas dessa reprodução (brotamento, cissiparidade, esporulação e regeneração). Com o passar do tempo, e com o desenvolvimento dos organimos, foi perceptível a necessidade de outro mecanismo de reprodução para a perpetuação da espécie, qual chamamos de reprodução sexuada.
Hoje, nós sabemos que os mamíferos, anfíbios, répteis, aves, entre outros animais presentes em nossa biosferase reproduzem de maneira sexuada. Mas afinal, o que isto quer dizer? Os animais fazem sexo? É isso?
Quando falamos de reprodução, esta pode estar relacionada, ou não, com o ato da cópula. Logo, não é porque estamos falando de reprodução assexuada e sexuada que estas se valem apenas quando o sexo (ato da cópula) está presente. O ato sexual é outra história, que será discutido posteriormente aqui no blog, em outra postagem.
Para refletir:
Se no planeta já existia a reprodução assexuada, por que com o seu desenvolvimento surgiu a sexuada? O que estas reproduções têm de diferente? E o que têm em comum?
Quando definimos a reprodução sexuada, falamos da fusão de duas células fraternas que originarão um novo ser, essas células são chamadas gaméticas e são formadas pelo processo de divisão meiótica. Gameta do grego gametês, refere-se a marido, esposo, que na Biologia representa uma das duas células (masculina/feminina) que consiste no papel fundamental da fecundação, tanto em animais quanto em vegetais.
Esses gametas são produzidos em órgãos específicos nos machos e nas fêmeas, sendo os espermatozóides (gametas masculinos) produzidos nos testículos, e os óvulos (gametas femininos) produzido nos ovários respectivamente.
Então pode-se dizer que neste tipo de reprodução a fecundação é essencial para a junção do material genético paternal, que gerará um indivíduo diferente de seus pais, porém carregando consigo parte das caracteristicas de ambos.
Ao assistir o vídeo, pode-se observar como ocorre a fecundação em nós, seres humanos, mas esse proceso é semelhante nos demais mamíferos, e animais. O princípio da fecundação é a fusão dos gametas, como pode-se ver o espermatozóide fecundando o ovócito secundário na tuba uterina da mulher.
Neste caso, do vídeo, estamos falando de uma fecundação interna, pois ela acontece dentro do sistema reprodutor feminino. Porém existe a fecundação externa, como ocorre em determinados peixes, por exemplo, onde os pais depositam seus gametas na coluna d'água para que eles se fecundem e formem o ovo.
A vantagem que os animais obtiveram com a reprodução sexuada, é que esta garante a variabilidade genética, pois os indivíduos gerados aqui, não são idênticos aos pais, eles possuem variação em seu genoma, o que permite suportar determinadas alterações climáticas, condições de estresse, alterações no habitat e etc. Com isso, notavelmente tem-se maior garantia da perpetuação da especie.
Os seres que se reproduzem sexuadamente podem ser divididos em monóicos e dióicos. Monóicos são aqueles que possuem ambas as gonadas sexuais masculinas e femininas, por tanto esse indivíduo pode produzir tanto espermatozóide quanto óvulo. Mas isso não implica que necessariamente ocorrerá a auto fecundação nestes seres, pois pode ocorrer uma maturação das gonadas em períodos diferentes, deste modo ocorrendo a troca de gametas entre indivíduos distintos. No entanto, pode ocorrer a auto fecundação quando ambas as gônadas maturam juntas e produzem os gametas simultaneamente, mas isso também não quer dizer que o indivíduo gerado será idêntico ao progenitor, pois como os gametas são formados pela meiose, pode ainda ocorrer a variação genética, porém neste caso ela é mínima.
Já os dióicos, são aqueles que possuem o sexo separado, ou seja, os machos possuem testículos e as fêmeas ovários. Nesse caso é necessário a presença dos dois indivíduos para a troca dos gametas, e aqui a variabilidade genética é maior em relação ao indivíduo monóico que realiza a auto fecundação.
Quanto ao desenvolvimento, ele pode ser de dois modos:
- Direto: quando o indivído nasce "pronto", semelhante a forma adulta. Um exemplo são os mamíferos, nós seres humanos, aves e répteis.
- Indireto: quando o indivíduo passa por fases até atingir a fase semelhante à adulta. É o caso dos insetos, anfíbios, peixes, que possuem pelo menos, um estágio larval entre outros estágios, utilizando da metamorfose para se tornarem indivíduos adultos.
Bom, após esse breve diálogo sobre a reprodução sexuada, será que é possivel dentro dela termos cópias idênticas dos indivíduos? Mesmo se tratando de uma troca de gametas, é possível gerar dois ou mais indivíduos idênticos?
O próximo post será relacionado aos casos especiais de reprodução sexuada como Partenogênese e Poliembrionia.
Trabalhando o conhecimento!
Que tal exercitar um pouco do que foi discutido?
(UEPG-2011)
Dos aproximadamente 300 milhões de espermatozoides eliminados na ejaculação,
apenas cerca de 200 atingem a tuba uterina e um só fecunda o ovócito II. Nesse
contexto, assinale o que for correto, no que se refere ao fenômeno da
fecundação.
(01) Há muitas doenças causadas por
mutações no DNA mitocondrial paterno quando em contato com o citoplasma do
óvulo e que são transmitidas aos seus descendentes. Além disso, a análise do
DNA mitocondrial tem sido usada em testes de paternidade, para verificar quem é
o pai de uma criança.
(02) São exemplos de doenças humanas causadas
por mutações no DNA mitocondrial: Alzheimer, oftalmoplegia crônica progressiva,
diabetes melito, distonia, síndrome de Leigh, atrofia óptica de Leber e
epilepsia.
(04) Na fecundação, o espermatozóide
fornece para o zigoto o núcleo com o material genético paterno, o centríolo e
as mitocôndrias.
(08) Quando liberado do ovário, o ovócito
encontra-se envolto pela zona pelúcida, formada por uma rede de filamentos
glicoproteicos. Externamente à zona pelúcida há a corona radiata formada por
células foliculares, derivadas do ovário.
(16) Na fecundação, o espermatozóide passa
pela corona radiata e, ao atingir a zona pelúcida, perfura-a graças à liberação
de enzimas do capuz acrossômico. A seguir, a membrana do espermatozóide
funde-se à membrana do ovócito. Nesse momento, a zona pelúcida sofre
alterações, formando a membrana de fecundação, que impede a penetração de
outros espermatozoides no ovócito.