quarta-feira, 19 de junho de 2013

Educação Ambiental no Parque do Ingá

A sequência "Educação Ambiental no Parque do Ingá" surgiu da necessidade de se consolidar uma cultura de relação equilibrada entre alunos e natureza.

Nos meses de Abril, Maio e Junho, os Pibidianos de Biologia, Eliezer e Lívia deram início a sequência didática: Educação Ambiental no Parque do Ingá,  para os alunos do 2ºC da Professora Cibele Franzoi. Nessa sequência foram abordados diversos temas, como: Histórico do Parque do Ingá, Leis Ambientais, Evolução, Ecologia, Zoologia e principalmente a Botânica, todos os conteúdos foram trabalhados antes da visita ao Parque do Ingá.


 Para melhor assimilação do conteúdo estudado, os alunos produziram cartazes de conscientização Ambiental, para a preservação de remanescentes florestais, pois, como aprenderam em sala, o Parque é considerado uma unidade de conservação da Mata Atlântica. Esses cartazes serão colados no Parque para que a população leiga seja sensibilizada a respeito desse tema. Além disso, os alunos resolveram algumas listas de exercícios que caíram no ENEM e alguns vestibulares do país, sobre os assuntos abordados.


A visita ao Parque foi o desfecho dessa sequência. Os alunos com auxílios dos bolsistas Pibid e da professora Cibele, puderam relacionar o conteúdo e conceitos científicos trabalhado em sala de aula com os visto no Parque. Uma amostra de água do lago foi retirada, para que no último dia da sequência essa água fosse analisada pelos alunos em laboratório a fim de conhecer a microfauna presente no lago.



A presente sequência didática teve como finalidade fornecer o aporte teórico para que cada aluno reconstrua seu conhecimento a fim de discutir sobre preservação/degradação ambiental, suas causas e efeitos, contribui para conhecer os principais grupos de plantas e animais presentes no Parque do Ingá além de instigar o espírito científico com coletas e análise de dados em laboratório.


           De modo geral, a sequência didática proporcionou tanto para os acadêmicos bolsistas quanto aos alunos do 2ºC, a oportunidade de mudança, seja no aumento das possibilidades de compreensão ou interação aluno-professor, ou na elaboração de estratégias e recursos didáticos para a sua aplicação em sala de aula, visando estabelecer, em sua maioria, a teoria com a prática.


terça-feira, 18 de junho de 2013

O mundo microscópico


                  No primeiro semestre letivo, os PIBIDianos (graduandos bolsistas) realizaram práticas microscópicas com os alunos do Ensino Médio, utilizando o kit "Aventuras de Ciências" favorecido pela CAPES. Ao todo, o colégio ganhou 12 kits microscópios e 24 kits astronômicos. Em primeiro momento, os kits microscópicos foram utilizados em aulas práticas, seguindo o conteúdo de Biologia Celular ministrado em aula, para que os alunos experimentassem o lado prático da ciência, o lado em que eles eram os "cientistas".
                  Após problematizações e discussões acerca da importância do estudo da Biologia, dos principais pesquisadores e fundadores da Teoria Celular, com as práticas orientadas pelos Pibidianos os alunos conheceram o microscópio de luz, e aprenderam suas peculiaridades como, por exemplo, o nome das estruturas, como funciona e métodos para o bom uso e conservação do mesmo. Sabendo manusear o microscópio, o próximo passo foi montar as lâminas. Os alunos puderam aprender como confeccioná-las, realizando inicialmente a coleta do material e posteriormente os cortes e coloração quando necessário.



           Os alunos do primeiro ano aprovaram o kit, e aqui está o registro das aulas práticas, em que eles puderam conhecer este mundo microscópio com seus próprios olhos.









               

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sangue, qual é o seu?

                 
                          Durante o primeiro semestre letivo de 2013, os acadêmicos bolsistas do PIBID assumiram as aulas de Biologia do 3ºA da Professora Cibele Franzoi para ministrar a sequência didática Sangue, qual é o seu?
                         No período compreendido pelos meses de Abril, Maio e Junho foi possível trabalhar o conteúdo relacionado ao tecido sanguíneo (sistema cardiovascular, linfático, genética da tipagem sanguínea), trazendo contextos da realidade dos alunos e do ambiente social os quais vivem.

                   Temáticas como leucemia, hemofilia, acidentes e pronto atendimento, infecções, drenagem linfática, vacinação e entre outros corelacionados, foram abordados durante as aulas para promover o interesse do alunado com o conteúdo, que de forma dialogada foi exposto sempre visando a implementação de estratégias didáticas que promovessem a dinâmica no processo de ensino e aprendizagem.

               
                O alunado participou de produções didáticas como, por exemplo, paródias, contos, poemas, teatros, coreografias, quais foram apresentados em sala de aula e registrados. A produção dos alunos esteve vinculado à revisão de bibiografia e do conteúdo trabalhado pelos acadêmicos bolsistas, para facilitar a assimilação dos conceitos.



                     Aulas práticas com peças anatômicas, microscópios e modelos didáticos fizeram parte desta sequência, uma vez que esta quando bem conduzida, elas auxiliam no desenvolvimento de conceitos científicos, além de permitir que os estudantes aprendam como abordar objetivamente o seu mundo e como desenvolver soluções para problemas complexos.




          De modo geral, a sequência didática proporcionou tanto para os acadêmicos bolsistas quanto aos alunos do 3ºA, a oportunidade de mudança, seja no aumento das possibilidades de compreensão ou interação aluno-professor, ou na elaboração de estratégias e recursos didáticos para a sua aplicação em sala de aula, visando estabelecer, em sua maioria, a teoria com a prática.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sangue do Meu Sangue

                       

                           Para quem já ouviu um pai orgulhoso dizer do filho:
 "esse menino é fera, tem o meu sangue correndo nas veias";
 ou alguém dizendo:
 "aquela moça não serve para você, ela tem sangue azul, chiqueza da cabeça aos pés",
 "aquele menino é sangue bom!";
pode notar o apreço que as pessoas criam pelo sangue do nosso corpo, como se ele justificasse as nossas essências morais, éticas e culturais.
                           Sim, o sangue é importante, e pode nos caracterizar muito, mas biologicamente falando!
                            O tecido sanguínio é composto por vários tipos celulares e substâncias que conferem a sua principal função: manutenção da vida. Sem o sangue, dificilmente teríamos um organismo tão complexo, formado por um conjunto de sistemas e órgãos importantes. O sangue é vital. É ele que proporciona as trocas gasosas das células dos diversos tecidos irrigado por vasos sanguínios, e os supre com substâncias que realizam a sua manutenção, como por exemplo, o transporte de proteínas, enzimas, gorduras, hormônios, água e sais. Além disso, o sangue é o nosso protetor contra agentes externos e infecciosos (vírus, bactérias e fungos), com a atuação dos glóbulos brancos. Quando nos cortarmos, as plaquetas entram em ação: o sangue coagula na região para estancar o ferimento e evitar uma hemorragia.

                           E como dito anteriormente, o sangue pode sim dizer muito sobre a pessoa. Quando fazemos um exame de sangue, ao observar a contagem de células sanguineas, como por exemplo, os eritrócitos (células vermelhas, hemácias), podemos inferir se uma pessoa está ou não anêmica, e ao contar os leucócitos (góbulos brancos, células de defesa do organismo), podemos identificar se o indivíduo está ou não com algum tipo de infecção.
 
           A figura acima mostra as hemácias pequenas e avermelhadas, e em contraste os tipos de leucócitos.

                   É preciso nos conhecer à fundo, saber qual grupo sanguíneo nós pertencemos. Em situações de acidentes graves, qual seja necessária uma transfusão sanguínea, se não soubermos o nosso tipo sanguíneo, os procedimentos de pronto atendimento são menos àgeis, devido ao teste que terá de ser feito antes de iniciar qualquer transfusão, por mínima que seja.
A figura acima representa os quatro grupos sanguíneos.


Já que o sangue é tão importante para a nossa vida, e sem ele não vivemos, não custa nada doar um pouco do que temos para aqueles que necessitam devido à condição clínica ou por envolvimento em acidente grave. Não somos lesados de maneira alguma ao doar sangue, muito pelo contrário, só temos à ganhar por fazer o bem ao próximo, doando um pouco de vida.

Ser humano – Origem e desenvolvimento


                     O desenvolvimento embrionário começou a ser estudado pelos povos primitivos há mais de três mil anos. No século IV a.C. o filósofo grego Aristóteles pincelou, a partir de observações, algumas ideias sobre a formação do embrião humano. Atualmente, as concepções de formação e desenvolvimento humano são repletas de impressionantes detalhes, desde a interação entre espermatozoide e ovócito na fecundação até os complexos movimentos responsáveis pela formação dos órgãos e tecidos do organismo. A sequência didática “Ser humano – Origem e desenvolvimento” trata dos principais eventos na formação de um indivíduo, trazendo para discussão temas como sistema reprodutor, ciclo reprodutivo, fecundação e o desenvolvimento do embrião humano até a formação do feto e seu nascimento. Desenvolvimento pelo qual todos nós passamos, e que é fundamental para o estabelecimento de indivíduos capazes de se reproduzir dando sequência à existência da espécie humana.


 

Fotos da Sequência Didática, Alunos do 1º Ano do Ensino médio.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Darwin - A teoria da seleção natural


O processo de seleção natural originário das teses evolutivas de Charles Darwin é adotado pelos cientistas como a teoria mais viável na justificação da capacidade que determinados seres vivos possuem de sobreviverem ao longo do tempo, em detrimento de outros, e da sua aptidão para se converterem em múltiplas variedades de espécies. Todo este mecanismo está comprovado por meio de evidências fósseis.


Segundo Darwin, a seleção natural ocorre através da conformação de certas propriedades benéficas ao contexto ambiental, as quais são legadas hereditariamente para os sucessores dos seres vivos. Desta forma, estas características favoráveis configuram paradigmas que se fortalecem no seio dos entes vivos. Por sua vez os traços não propícios vão rareando até desaparecerem, pois não são mais transmitidos para a posteridade. Este é o procedimento elementar da teoria evolutiva.

Assim, os seres com fenótipos bons – elementos orgânicos que podem ser examinados, como as formas da matéria, seu crescimento, características bioquímicas, fisiológicas e comportamentais – apresentam maior dom para resistir às intempéries e se multiplicar do que os que portam fenótipos desfavoráveis. No desfecho deste enredo este mecanismo pode revelar a aptidão de certas entidades ao meio ambiente, as quais serão localizadas em recantos ecológicos específicos.

As modificações realizadas com sucesso revigoram a perpetuação vital dos seres nos quais elas são implementadas, capacitando-os a reproduzir-se e, assim, a transmitir estas mutações aos entes vindouros, os quais, evolutivamente, podem vir a constituir novos espécimes.

Sempre focando na configuração de novos elementos e no seu legado hereditário, a seleção natural não faz diferença entre seleção ecológica, realizada pelo meio, e seleção sexual, empreendida pela reprodução das espécies, pois cada atributo do ser pode estar presente ao mesmo tempo nestas duas categorias. Uma variedade determinada, por exemplo, além de tornar o ser mais capaz de resistir aos desafios naturais, é herdada pelos sucessores, que terão mais condições de se perpetuar do que os que apresentam mutações não condizentes com o mecanismo de adaptação ao ambiente.



Um caso tradicional de seleção natural é o que ocorreu com as mariposas portadoras de pigmentos enegrecidos depois de meados do século XIX. Com a intensificação do crescimento das indústrias, houve uma ampliação do envio de substâncias poluentes para a atmosfera, e o consequente depósito de fuligem nas plantas. Assim, os insetos desta espécie, que antes predominavam na cor branca acinzentada, foram, aos poucos, substituídos pelos de coloração mais escura, pois estes eram confundidos com o caule dos arbustos, da mesma cor. Resultado: estas mariposas eram vistas mais raramente pelas aves, naturais adversárias destes espécimes, portanto passaram a transcender as mais claras, sobrevivendo e transmitindo este atributo aos seus herdeiros

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Armas Biológicas



As armas biológicas são usadas a muito mais tempo do que imaginamos, no século  XIV  no cerco de Kaffa (atualmente Ucrânia), a força tártara atacante sofreu uma epidemia de Peste. Os tártaros converteram seu infortúnio em uma oportunidade de catapultar os cadáveres para dentro dos muros da cidade. A epidemia que se seguiu resultou na derrota das forças que defendiam a cidade. Navios carregando refugiados contaminados pela Peste (e possivelmente ratos) zarparam para Constantinopla, Gênova, Veneza, e outros portos do Mediterrâneo e provavelmente foram responsáveis pela segunda pandemia de Peste. No século XVIII durante a guerra franco-indígena, Sir Jeffrey Amherst, comandante das forças britânicas na América do Norte, sugeriu o uso deliberado da varíola para reduzir as tribos americanas hostis aos britânicos. Em 24 de junho de 1763, o capitão Ecuyer, um dos subordinados de Amherst, deu objetos contaminados provenientes do hospital de varíola aos nativos americanos e anotou em seu diário, "Espero que isso tenha o efeito apropriado". Tal ação foi seguida por uma epidemia de varíola entre as tribos indígenas do Vale do rio Ohio, apesar de outros contatos entre colonos e os nativos possam ter contribuído para estas ocorrências.

Visto que as armas biológicas tem sua origem a muito tempo, podemos nos perguntar se elas são verdadeiramente  destrutivas ou não e do que elas são feitas.

Enfim  as armas biológicas são as mais temidas na atualidade, pois são capazes de devastar várias sociedades contaminando a água, o ar, a terra e os alimentos. São feitas a partir de toxinas, bactérias, vírus ou outros microrganismos que são fabricados em laboratório e prejudicam a saúde do homem. As bactérias e os vírus são agentes infectantes que causam uma gama de doenças ao ser humano. No contexto histórico em que vivemos a política dos EUA de guerra contra o terror levantou algumas questões que antes não eram relevantes, como a utilização de armas biológicas e sua consequência na população. Além disso, temos os quadros recentes de epidemias, como a do vírus H1N1, que de tempos em tempos assola a população.


È importante citarmos que as armas biológicas estão totalmente presentes no contexto em que vivemos  atualmente existem laboratórios produtores de armas biológicas espalhados pelo Iraque, Irã, Síria, Líbia, Índia, Paquistão, China, Estados Unidos, Rússia, Coréia do Norte e Afeganistão. As armas biológicas mais fabricadas são feitas a partir do Anthrax, Botulismo, Varíola e Ebola, pois são baratos, de fácil transporte e de grande potência devastadora, em pouca quantidade destrói grandes territórios. E devemos estar atentos aos possíveis sintomas que a maioria das armas biológicas podem causar. Ao serem inalados, ingeridos ou terem  acesso por meio das vias cutâneas conseguem agir rapidamente no organismo tornando-se extremamente letais. Inicialmente os indivíduos sentem os mesmos sintomas da gripe, porém após um rápido tempo começam a sentir dores pelo corpo, irritação da garganta, tosse, catarro e manchas sobre a pele.